5.1.09

Nossa Senhora de Fátima

Quando começaram as aparições de Nossa Senhora de Fátima a Lúcia de Jesus, a Francisco e a Jacinta Marto, estes tinham 10, 9 e 7 anos respectivamente.

Primeira aparição: 13 de Maio de 1917
Os três pastorinhos brincavam na Cova da Iria quando viram dois clarões (mas que pensaram tratar-se de relâmpagos).
Após os ditos clarões viram Nossa Senhora sobre a azinheira.
Lúcia descreveu-a como “uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardentes.
Descreve ainda que Nossa Senhora tinha as mãos juntas, como a rezar, e na mão direita prendia um rosário.
Tinha uma túnica branca que parecia feita de luz, não se viam os cabelos e quanto à face diz que era tal a sua formosura que não cabe em palavras humanas.
Nesta primeira aparição Nossa Senhora pediu-lhes para virem todos os meses no dia 13 por volta do meio-dia.
Perguntou-lhes também se queriam oferecer-se a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar, em acto de reparação dos pecados com que Ele é ofendido e de súplica para a conversão dos pecadores.
Ao que os três pastorinhos responderam que sim.


Segunda aparição: 13 de Junho de 1917
Na segunda aparição, além dos pastorinhos tinham ocorrido ao local aproximadamente 50 pessoas que disseram ter visto o topo da azinheira curvar-se e a luz do sol obscurecer-se.
Nossa Senhora pediu-lhes para virem no dia 13 de Julho, para rezarem o terço todos os dias e que aprendessem a ler.
Nesta aparição, Lúcia perguntou a Nossa Senhora se iriam para o céu. E foi-lhe respondido que Jacinta e Francisco sim, mas ela ficaria mais um tempo pois Jesus queria servir-se dela para dar a conhecer e fazer amar Nossa Senhora.
Acrescentou ainda que Jesus queria estabelecer no mundo a devoção ao Seu Imaculado Coração.


Terceira aparição: 13 de Julho de 1917
Na terceira aparição Nossa Senhora disse-lhes: “Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.”
Disse-lhes também: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.
Nesta aparição os pastorinhos tiveram a visão do inferno. E Nossa Senhora disse-lhes: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção no meu Imaculado Coração.”


Quarta aparição: 19 de Agosto de 1917
No dia 13 os pastorinhos não puderam ir à Cova da Iria pois foram impedidos pelo Administrador de Ourém. Então a aparição deu-se a 19 de Agosto.
Nesta quarta aparição Nossa Senhora disse-lhes para continuarem a ir à Cova da Iria no dia 13; para continuarem a rezar o terço todos os dias e que no último mês iria fazer um milagre para que todos acreditassem.
Lúcia, nesta aparição perguntou-lhe: “Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?”
Nossa Senhora respondeu: “Façam dois andores: um leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas, vestidas de branco; o outro, que o leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário, e o que sobrar é para a ajuda de uma capela que hão-de mandar fazer”.


Quinta aparição: 13 de Setembro de 1917
Na quinta aparição Nossa Senhora disse-lhes para continuarem a rezar o terço e que em Outubro viriam também o Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo e São José com o menino Jesus para abençoarem o mundo.


Sexta aparição: 13 de Outubro de 1917
Nesta última aparição Nossa Senhora revelou que queria que fizessem uma capela em Sua honra, que era a Senhora do Rosário e que continuassem a rezar o terço todos os dias. E que a guerra iria acabar e os militares iriam voltar para casa.
Nesta aparição Nossa Senhora cumpriu o que tinha prometido e fez o milagre do sol.
Enquanto o povo via esse milagre (cerca de 50 a 70 mil) os videntes viram os mistérios gozosos do rosário, os dolorosos e os gloriosos, sendo que Jacinta e Francisco só viram os primeiros.
Apareceram então a sagrada família, a Nossa Senhora das Dores, o Nosso Senhor acabrunhado de dor no caminho do calvário e a Nossa Senhora do Carmo.
Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todas as partes do mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.

A mensagem de Fátima sublinha os seguintes pontos:
- a conversão permanente;
- a oração e nomeadamente o rosário,
- o sentido da responsabilidade colectiva e a prática da reparação.



Informações e excertos retirados do livro "As aparições e a mensagem de FÁTIMA nos manuscritos da Irmã Lúcia", escrito por António Augusto Borelli Machado.
E no site http://www.santuario-fatima.pt/portal/.

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