8.1.09

Papa João Paulo II

Papa João Paulo II, ou Karol Wojtyla (o seu nome de nascimento que vem do seu pai) nasceu a 18 de Maio de 1920, em Wadowice, perto de Cracóvia, no sul da Polónia.
Filho de Emília Koaczorowska e de Karol Wotyla, ainda muito novo, aos dez anos começou a demonstrar um grande interesse pela literatura e pelo teatro.
Durante a invasão nazi na Polónia, Karol e um grupo de jovens polacos criaram uma universidade clandestina, visto que os alemães decretaram o encerramento das universidades polacas.

Início da vida religiosa
Em 1946 foi ordenado sacerdote e licenciou-se em Teologia na Universidade Pontifícia de Roma Angélica, e mais tarde em Filosofia, desempenhando depois as funções de docente na Universidade Católica de Lublin e na Universidade Estatal de Cracóvia.
Em 1958, foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Apostólico de Cracóvia, monsenhor Baziak, tornando-se o mais novo membro do Episcopado polaco.
Como Monsenhor Baziak morre em 1964, Karol Wojtyla passa a desempenhar as funções de Bispo, cargo que ocupou durante dois anos.
Três anos mais tarde, em 1967, é ordenado cardeal.


Ordenado Papa
A 16 de Outubro de 1978, depois da morte de João Paulo I, 33 dias após a sua eleição como Papa, Karol Wojtyla foi eleito, aos 58 anos, interrompendo mais de 400 anos de eleição de Papas italianos.
Karol Wojtyla adoptou o nome de João Paulo II em homenagem ao seu antecessor e depressa se colocou do lado da paz e da concórdia internacionais, com intervenções frequentes em defesa dos direitos humanos e das Nações.
As viagens
João Paulo II fez das suas viagens o passaporte para abrir a Igreja ao mundo, lutando sempre pela paz e pela união das diferentes religiões.
Em termos de números visitou mais de 130 países e mais de 1000 localidades, dando 29 voltas ao mundo.
Efectuou 147 cerimónias de beatificação, 51 canonizações, nas quais foram proclamados 1338 beatos e 485 santos.

Um pontificado de grandes feitos
Durante o seu pontificado, o Papa mais popular da história realizou grandes feitos.
Devido à sua visita a Cuba, em Janeiro de 1998, acabaram (ao fim de 39 anos) as relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro.
A sua viagem à Terra Santa, em Março de 2000 marcou a reconciliação com os judeus (uma viragem nas relações entre as duas religiões).
No mesmo mês João Paulo II pediu perdão, pelos erros e crimes cometidos pela Igreja no passado, especialmente contra os judeus, pedido que repetiu junto ao Muro das Lamentações, em Jerusalém (o lugar mais sagrado do judaísmo).
Lutou contra o comunismo na sua Polónia natal e ajudou a derrotá-lo no mundo, mas também criticou o Ocidente opulento e egoísta, dando voz ao Terceiro Mundo.
Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquita (em Damasco, Síria).
Fez ainda a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.
Condenou o embargo económico dos E.U.A a Cuba, o terrorismo e o ataque ao World Trace Center ocorrido em 11 de Setembro de 2001.
Foi através da mediação de João Paulo II que o Chile e a Argentina chegaram a um acordo no conflito sobre os seus limites territoriais.
E ainda foi devido à sua intervenção junto à Rainha Elizabeth II e ao governo Argentino que ambos os países anunciaram a interrupção do conflito armado e iniciaram o tratado de paz.
Na ilha de Gore, Senegal, visitou a Casa dos Escravos e pediu perdão por erros praticados por outros: a escravatura e o tráfico de negros africanos.
Em 24 de Janeiro de 2002, presidiu a Oração Mundial da Paz reunindo em Assis, Itália líderes de 48 confissões de todo o mundo.

A sua relação com Nossa Senhora de Fátima
Nossa Senhora de Fátima e Fátima ficará para sempre ligada a João Paulo II, já que o terceiro segredo de Nossa Senhora de Fátima foi a revelação aos três pastorinhos que o Papa João Paulo II iria ser vítima de um atentado.
O que se veio a verificar a 13 de Maio de 1981 na praça de São Pedro, em Roma quando o turco Ali Agca o atingiu a tiro. Nos dias 12 e 13 de Maio de 2000 beatificou os videntes de Fátima.

Morte de João Paulo II
No dia 2 de Abril de 2005, o Mundo parou perante a notícia da morte do Santo Papa mais viajado de sempre.
O funeral decorreu na Praça de São Pedro, pela manhã do dia 7 de Abril de 2005.A cerimónia durou três horas sobre o olhar entristecido de todo o mundo.

Beatificação
No dia
13 de Maio de 2005, o seu sucessor Bento XVI fez uma excepção à regra do Código de Direito Canónico em relação à beatificação de João Paulo II, tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá. O seu processo de beatificação foi aberto em 28 de Junho do mesmo ano.


João Paulo II é um exemplo para todos nós. Lutou pela paz e a união das religiões, lutou pelos direitos dos mais desfavorecidos, contribuiu para a queda do Muro de Berlim, aproximou judeus, cristãos ortodoxos, protestantes, muçulmanos, hindus e budistas, foi voz activa nas Nações Unidas.
Siga-mos o seu exemplo, faremos que no nosso dia-a-dia reine a paz e a união.

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